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“Ratão”: suspeito de integrar facção morre em confronto com a polícia em Coruripe

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Daniel Berto de Oliveira, conhecido como “Dan” ou “Ratão”, morreu após entrar em confronto com policiais durante a fase dois da Operação Eclipse, deflagrada nesta quarta-feira (16), na cidade de Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas. Ele era alvo de um mandado de prisão preventiva e investigado por uma tentativa de homicídio e outros dois assassinatos.

Segundo as investigações, Daniel era apontado como responsável por uma tentativa de homicídio contra um mototaxista, ocorrida em 11 de setembro de 2026, também em Coruripe. A ação foi registrada por câmeras de segurança. Ele também era investigado por suposta participação nas mortes de pessoas conhecidas como “Mago Tattoo” e “Erick mototáxi”.

Durante a abordagem, conforme a polícia, o investigado atirou contra as equipes e não obedeceu às ordens de rendição. Os policiais reagiram à agressão, e Daniel foi atingido.

Mesmo ferido, ele recebeu atendimento imediato dos próprios policiais e foi levado para uma unidade hospitalar. O investigado, porém, morreu no hospital.

A localização de Daniel foi possível após um trabalho de inteligência. O homem costumava se deslocar entre cidades do interior e mudava constantemente de esconderijo para dificultar a localização

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes localizaram uma arma de fogo, uma granada e substâncias entorpecentes. Por causa do artefato explosivo, uma equipe de explosivistas da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PC-AL) foi acionada e realizou a retirada segura da granada.

Os policiais também encontraram câmeras clandestinas instaladas para monitorar a movimentação das forças de segurança na região. Os equipamentos foram retirados pelas equipes.

Segundo a Polícia Civil, Daniel se declarava integrante de uma facção criminosa e fazia publicações nas redes sociais exibindo armas de fogo, incluindo uma granada. Ainda conforme a investigação, ele utilizava o Instagram para anunciar pontos de venda de drogas.

A polícia atribui ao investigado ameaças públicas contra a sociedade e as forças de segurança. Entre as publicações citadas pela corporação, estavam ameaças de represália e uma mensagem mencionando a possibilidade de explosão de uma granada no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP).

A operação foi realizada pela Unidade de Homicídios da 7ª Região (Penedo), da Polícia Civil de Alagoas, em conjunto com a 9ª Companhia Independente (9ª CIA), da Polícia Militar. Além do mandado de prisão, foram cumpridas duas ordens de busca e apreensão expedidas pela Justiça.

Gazetaweb

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