Casos ocorreram em Maceió e Rio Largo e são investigados por autoridades; parte dos valores é analisada por possível relação com crimes eleitorais
Mais de R$ 3 milhões em dinheiro em espécie foram apreendidos em Alagoas nas semanas que antecedem o primeiro turno das Eleições 2026. As ações ocorreram em Maceió e Rio Largo e envolvem investigações sobre a origem e a possível destinação dos recursos.
Um dos maiores valores foi localizado em 18 de setembro, quando aproximadamente R$ 2 milhões foram apreendidos após dois homens deixarem uma agência bancária no bairro do Farol, em Maceió. O caso passou a ser investigado pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), que apura a procedência do dinheiro e verifica, entre outras possibilidades, eventual relação com crimes eleitorais.
No dia 29 de setembro, a Polícia Federal apreendeu outros R$ 590 mil em Maceió. O dinheiro estava com um homem investigado por suspeitas de corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de capitais. Segundo a PF, a investigação apura movimentações financeiras que podem ter relação com financiamento irregular de campanha e aliciamento de eleitores.
Já na sexta-feira (2), uma nova operação foi realizada em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 500 mil em espécie com dois homens e uma mulher. O inquérito aponta saques considerados atípicos que chegam a aproximadamente R$ 750 mil durante o período eleitoral.
Na ação mais recente, dois homens foram presos e encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas. Com um dos investigados, também foram encontrados uma arma de fogo, envelopes com dinheiro e listas contendo nomes. O material deverá passar por análise pericial.
De acordo com a PF, os valores apreendidos em Rio Largo são objeto de investigação por possível relação com financiamento irregular de campanha e aliciamento de eleitores. A corporação informou que as diligências continuam para esclarecer a origem e a destinação do dinheiro e identificar outros possíveis envolvidos.
Os casos permanecem sob investigação das autoridades competentes. Até o momento, a existência de apreensões e as suspeitas investigadas não significam, por si só, que os valores tenham origem ou destinação ilícita.
Por Tribuna Hoje com agências





