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Alagoas é o último do Nordeste e penúltimo do País em ranking de inovação, aponta Fiec

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Ailton Cruz

Alagoas ficou em último lugar do Nordeste e penúltimo do País no Índice Fiec de Inovação dos Estados, lançado na quarta-feira (29), pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). De acordo com o levantamento, feito com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o estado perdeu duas posições tanto no ranking nacional como no regional.

O índice, que está em sua terceira edição, avalia uma série de políticas públicas e ações privadas que são consideradas relevantes na busca por inovação nas diferentes regiões do país. A variação vai de zero a um. Quanto mais próximo o índice for de um, mais inovador é o estado em questão. No caso de Alagoas, o índice foi de 0,088, à frente apenas do registrado pelo Tocantins (0,072), o último colocado do ranking nacional.

São Paulo ocupa o primeiro lugar desde a primeira edição. Na passagem de 2020 para 2021, o estado viu seu indicador recuar de 0,892 para 0,796, mas ainda segue com alguma folga na liderança. Santa Catarina (0,508) ganhou uma posição, subindo do terceiro para o segundo lugar. Com isso, deixou o vizinho Rio Grande do Sul (0,448) para trás. Rio de Janeiro (0,441) e Paraná (0,420) aparecem na sequência. Os dois continuaram na quarta e na quinta posições, respectivamente.

De acordo a Fiec, o Índice de Inovação dos Estados tem como propósito identificar os principais pontos relacionados à inovação, bem como mensurar o patamar em que os estados brasileiros se encontram.

“O Índice oferece farto conteúdo que pode ser usado como base para o desenvolvimento de políticas públicas que fomentem um ecossistema inovador no Brasil”, informa a federação, em nota. “Ele é calculado tendo como base dois índices – Capacidades e Resultados – que avaliam o ambiente inovador (Capacidades) e as medições da inovação em si (Resultados)”, completa.

Na dimensão de Capacidades, Alagoas aparece na 24ª colocação nacional. Já na dimensão Resultados o estado ficou em 25º lugar, perdendo posições em ambas as dimensões quando comparado à edição anterior do índice. “A posição superior na dimensão Capacidades, em comparação a dimensão Resultados, denota que o Alagoas tem um baixo nível de capacidade promotora de inovação, que acaba contribuindo pouco para a geração de resultados mais promissores”, ressalta o documento.

Quando analisados os indicadores que compõem o Índice Fiec de Inovação dos Estados, o melhor resultado do estado foi conquistado no indicador de Investimento Público em Ciência e Tecnologia. Apesar da queda de uma posição no ranking regional, ele permaneceu na 6ª posição no ranking nacional.

A federação lembra que embora Alagoas tenha avançado seis colocações no indicador de Empreendedorismo com relação à edição anterior (de 22º para 16º) e uma posição no indicador de Intensidade Tecnológica (de 20º para 19º), o estado assumiu posições modestas em tais indicadores.

Os piores resultados do estados são observados nos indicadores de Cooperação, assumindo a 26ª posição, além de Capital Humano – Pós-Graduação, Infraestrutura e Competitividade Global, no qual a unidade federativa ocupou a 24ª posição.

“Um indicador que merece atenção é o de Instituições, no qual Alagoas caiu da 15ª para a 20ª colocação no ranking nacional, o que demonstra uma dificuldade do estado em manter um bom ambiente institucional”, ressalta a Fiec.

fonte: Gazetaweb

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