O infectologista Renee Oliveira chamou a atenção dos que ainda acreditam que a poliomielite não pode mais afetar tanta gente como no passado. “Muita gente não está indo se vacinar pelo sucesso das vacinas no passado, por não conhecer mais ninguém com a doença, mas esquecem que o vírus da pólio pode estar circulando novamente”. Os dados realmente preocupam: em Maceió, apenas 20,94% das crianças que integram o público-alvo tomaram o imunizante.
De acordo com informações da Secretaria de Saúde de Maceió, 10,8 mil das 51,8 mil crianças tomaram a vacina contra a poliomelite na capital, o que representa 20,94% de cobertura vacinal, bem abaixo do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é 95%, no mínimo.
Em Alagoas, das mais de 199 mil crianças, pouco mais de 94 mil ainda não se vacinaram contra a poliomielite. Dessa forma, apenas 52,72% tomaram o imunizante. Por números assim que o Ministério da Saúde prorrogou a campanha de vacinação e agora acontece até o dia 30 de setembro.
Até o dia 6 (terça-feira), das 13,7 mil crianças de até 1 ano que residem em Maceió, foram aplicadas 3.011 doses, o que corresponde a 21,96% de cobertura. Em relação aquelas com dois anos, a cobertura vacinal é de 20,94%; com três anos, de 20,76%, e com quatro anos de 20,01%.
“O que se fala é que tem essas campanhas de negação da vacina podem influenciar na baixa procura. Mas acredito que o sucesso das vacinas contra a pólio e o sarampo, por exemplo, acabam fazendo com que não tomem a vacina. Isso porque acreditam que a doença não volta. Falta educar mais o povo também”, declara Renee Oliveira.
Na avaliação do infectologista, os serviços de saúde deveriam estar mais próximos das comunidades e na porta das escolas e que os postos funcionassem em horários alternativos.
De acordo com o MS, para a campanha contra a poliomielite, o grupo-alvo são as mais de 14,3 milhões de crianças menores de cinco anos de idade, sendo que as crianças menores de 1 ano deverão ser imunizadas conforme a situação vacinal para o esquema primário. As crianças de 1 a 4 anos deverão tomar uma dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico.
Para a campanha de multivacinação as vacinas disponíveis são: Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba), Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).
“A atualização da situação vacinal aumenta a proteção contra as doenças imunopreveníveis, evitando a ocorrência de surtos e hospitalizações, sequelas, tratamentos de reabilitação e óbitos. A mobilização nacional é uma estratégia adotada pelo Ministério da Saúde e realizada com sucesso desde 1980”, destaca o MS.
fonte: gazetaweb




