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Audiência pública: Câmara Municipal aborda superlotação do HGE e necessidade de remanejamento de pacientes

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Câmara de Vereadores

Uma audiência pública realizada nesta sexta-feira (26) na Câmara de Vereadores de Maceió abordou a situação de superlotação vivenciada diariamente no Hospital Geral do Estado (HGE). Uma das providências que está sendo adotada é o remanejamento de pacientes de acordo com a classificação de risco.  Isso começou a ocorrer a partir desta sexta-feira.

Dentre os problemas apontados durante a audiência está o fato de que, apesar do HGE servir para atender pacientes em situação de urgência e emergência, o hospital tem realizado atendimentos que poderiam ser efetuados nos hospitais de referência, a exemplo de atendimentos oncológicos e cardíacos.

De com os dados apresentados na audiência pública, o HGE apresenta uma média de 620 cirurgias por mês, sendo que 25 ou 30, ocorrem por dia a depender da demanda. Por conta da superlotação, foi realizado um novo planejamento de distribuição de pacientes para outras unidades que integram a rede de apoio.

Outros hospitais deverão oferecer leitos para cirurgias de alta complexidade, como as cirurgias cardíacas. Santa Casa, Carvalho Beltrão e Veredas juntos ofertarão 120 leitos, o que pode evitar acúmulo de pacientes vasculares no HGE. Assim também ocorrerá para pacientes oncológicos.

Segundo a coordenadora da Atenção Especializada do Município de Maceió, Sandra Oliveira Torres, todos os esforços para o redirecionamento e redimensionamento de fluxo do HGE são importantes. Por outro lado, acredita que não será algo fácil por conta da cultura das pessoas em relação ao atendimento no HGE. “Historicamente o HGE sempre deu solução para tudo e as pessoas assimilaram isso. Precisaremos de um trabalho grande e também com o apoio da mídia”, disse Sandra.

Ela revelou que Maceió tem 52% de atendimento pela Atenção Básica. Tanto que algumas unidades municipais estão ampliando seu atendimento nos postos até às 21h no chamado “horário estendido”. Outra ação importante é para os pacientes cardiológicos com a criação de um fluxo e suporte no PAN Salgadinho com a ampliação do número de profissionais naquela unidade. “Há ainda a importância de fortalecemos as redes desde a atenção primária até a alta complexidade”.

Para o vereador Pastor Oliveira (Republicanos) a discussão sobre o HGE é fundamental porque a unidade não é apenas referência, mas em alguns casos o único refúgio. Conforme lembrou, a saúde estadual tem méritos mas é preciso que todos estejam atentos para os riscos em relação a pandemia por conta dos festejos do final do ano e o carnaval. “Sou radialista e todos os dias conscientizo as pessoas sobre a necessidade da segunda dose, a terceira dose e os cuidados”, disse Oliveira.

*Com assessoria

fonte: Gazetaweb

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