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Bolsonaro diz que indulto a Daniel Silveira simboliza a ‘garantia da nossa liberdade’

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prefeitura junho

Isac Nóbrega/PR

Um dia após conceder indulto que livrou o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) de uma pena de oito anos e nove meses de prisão, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a falar sobre a sua decisão, dizendo que o decreto simboliza a “garantia da nossa liberdade”. “Ontem foi um dia importante para o nosso país. Não pela pessoa que estava em jogo ou por quem foi protagonista desse episódio, mas do simbolismo de que nós temos mais que o direito, nós temos a garantia da nossa liberdade”, declarou Bolsonaro, provocando aplausos de aliados e apoiadores durante um evento em Porto Seguro (BA) para celebrar os 522 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.

“Vocês devem saber também como as decisões muitas vezes são difíceis. Mas eu sei que pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Nós não deixaremos de, na hora certa, seja com o sacrifício que for, tomar a frente e dar um rumo para o nosso Brasil”, bradou o presidente. “Essa liberdade, você tem que conquistá-la, mantê-la dia após dia. Tem certas coisas que só se dá valor depois que se perde”, seguiu. Correligionário de Bolsonaro, o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, subiu o tom contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Todo o povo brasileiro comemorou, sim, o seu ato contra aqueles covardes, presidente. Dizem que eles representam o nosso Judiciário. É uma vergonha que nós temos em nosso país. Mas, com a sua reeleição, nós vamos dar o troco.”

O ministro da Cidadania, João Roma, também elogiou Bolsonaro dizendo que o presidente “salvou da forca o novo Tiradentes do Brasil”, referindo-se ao indulto a Silveira. Além de Roma, que é pré-candidato ao governo da Bahia, fizeram parte da comitiva os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, e Hélio Lopes (PL-RJ). Entre buzinas e gritos de “mito”, Bolsonaro foi saudado por milhares de apoiadores nas ruas de Porto Seguro. Também houve protestos contra o chefe do Executivo, com líderes indígenas pedindo a sua saída. Os dois grupos quase entraram em confronto, mas foram impedidos pela polícia.   fonte: jovemmpan.com.br

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