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Cientistas descobrem mais de 5 mil novos vírus parecidos com a Covid

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Cientistas descobrem mais de 5 mil novos vírus parecidos com a Covid

Após análise genética de amostras retiradas dos oceanos, pesquisadores encontraram nada menos que 5.504 novos vírus de RNA. Esse tipo de micro-organismo é conhecido por causar doenças que vão desde o resfriado comum até a Covid-19, responsável pela atual pandemia. Eles também infectam plantas e animais que podem, em alguns casos, transmitir as moléstias para os humanos.

Como mostra o tabloide britânico Daily Express, esses vírus evoluem a taxas muito mais rápidas do que os de DNA, e os cientistas ainda estão aprendendo mais sobre eles. Mas, ao contrário de humanos e outros organismos multicelulares, os vírus não possuem cadeias curtas de DNA únicas, espécie de “código de barras” genético que facilita a identificação.

“Para contornar essa limitação, decidimos identificar o gene que codifica uma proteína específica que permite que o vírus replique seu material genético. É a única proteína que todos os vírus de RNA compartilham, porque desempenha um papel essencial na forma como eles se propagam. Cada vírus de RNA, no entanto, tem pequenas diferenças no gene que codifica a proteína que pode ajudar a distingui-los”, afirmam os cientistas em estudo publicado na última semana, na revista científica Science.

Os especialistas examinaram o banco de dados do projeto internacional Tara Oceans, contendo sequências de RNA de plâncton coletadas durante quatro anos de expedições marinhas. Foram identificados 44.000 genes que codificam a proteína do vírus, revela o Daily Express.

Então, um algoritmo (inteligência artificial) permitiu que eles organizassem sistematicamente essas sequências. “Identificamos um total de 5.504 novos vírus marinhos de RNA e dobramos o número de filos (divisões) conhecidos de cinco para 10. O mapeamento dessas novas sequências revelou geograficamente que dois dos novos filos eram particularmente abundantes em várias regiões oceânicas, com preferências regionais em águas temperadas e tropicais: o Taraviricota, em homenagem às expedições do Tara, e no oceano Ártico, o Arctiviricota”, dizem os cientistas, citados pelo tabloide britânico.

Ainda conforme os especialistas, o Taraviricota pode ser o elo perdido na evolução dos vírus de RNA que os pesquisadores procuram há muito tempo, conectando dois ramos conhecidos diferentes desse tipo de micro-organismo.

O Daily Express lembra que os oceanos possuem quase 200.000 populações virais diferentes. Embora a maioria seja inofensiva para os seres humanos, eles podem causar surtos na vida marinha, incluindo baleias e crustáceos.

Atualmente, existem mais de 219 espécies de vírus capazes de infectar humanos e poucos são encontrados na água. Muitos desse são tratáveis, especialmente se descobertos precocemente.

Justamente a higienização das mãos e alimentos é a melhor forma de evitar infecção por vírus.

fonte: gazetaweb

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