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Cineasta Asghar Farhadi é acusado de plagiar ideia de ex-aluna em ‘Um Herói’

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prefeitura junho

Regis Duvgnau / Agência Reuters

O diretor iraniano Asghar Farhadi, um dos mais celebrados de sua geração, está sendo processado por uma ex-aluna, que o acusa de ter roubado uma ideia sua para o filme “Um Herói”, premiado no Festival de Cannes de 2021. As informações são da revista americana The Hollywood Reporter, em reportagem publicada na quarta-feira (23).
Azadeh Masihzadeh, que foi aluna de Farhadi em um workshop em 2014, a partir de uma proposta do professor, fez um curta-metragem documental sobre um homem que encontra uma sacola de ouro e decide devolvê-la ao dono. Esta é a premissa de “Um Herói”, em que o protagonista vivido por Amir Jadidi, que acabou de deixar a prisão com uma licença, faz isso e se tornar uma espécie de celebridade local, celebrado como um homem honesto.
Em entrevista à Hollywood Reporter, outros estudantes do workshop em Teerã relembraram como o cineasta, vencedor de duas estatuetas do Oscar, ficou entusiasmado com o trabalho da menina, intitulado “All Winners, All Losers” –ou, todos vencedores, todos perdedores– e que foi exibido em um festival local.
Agora, Masihzadeh o processa por plágio, enquanto Farhadi rebate com uma acusação de difamação contra a jovem. Uma das colegas e a própria diretora da instituição de ensino já saíram a favor da moça. Outros alunos da mesma classe, porém, assinaram um documento apoiando a versão do cineasta renomado.
De acordo com a lei iraniana, se a justiça considerar Farhadi inocente, Masihzadeh pode receber 74 chicotadas como punição, além de ficar dois anos presa. Ele, por outro lado, pode ficar preso por um período e ainda abrir mão do faturamento do filme e entregá-lo à menina.
Masihzadeh conta que o diretor a procurou em 2019, pedindo que ela assinasse um documento onde afirmava que a ideia original do seu documentário tinha sido dele –e não apenas a proposta do tema de “devolver coisas perdidas”. Ela conta ter assinado sob pressão, mas está arrependida de tê-lo feito, visto que ele teria usado de sua influência como celebridade para forçá-la.
Já a advogada de Farhadi, Sophie Borowsky, diz que o documento não tem validade legal, e que o diretor “aparentemente queria deixar claro que foi ele quem propôs a ideia e o enredo do documentário durante o workshop”, escreveu à Hollywood Reporter.
Em entrevistas, o cineasta diz ter tido a ideia antes do próprio workshop, e que tem inspirações em um trecho da peça “A Vida de Galileu”, de Bertolt Brecht, além de se basear na história real de fato documentada pela jovem, mas que ele diz já ter conhecido antes das aulas.
Masihzadeh objeta afirmando que a história não saiu em nenhum veículo de imprensa de grande circulação, mas apenas no jornal local de sua cidade.
Em paralelo, o próprio Shokri, homem que protagonizou a história na vida real, processa o cineasta por considerar que “Um Herói” o representa de forma negativa. Contra isso, Farhadi diz que o filme é uma ficção e não faz referências explícita a elementos biográficos reais.
“Um Herói” foi exibido durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e está previsto para estrear em junho no Brasil.

fonte: gazetaweb

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