As micro e pequenas empresas e o setor de serviços foram os principais responsáveis pela geração de empregos formais em Alagoas nos últimos oito meses, segundo aponta o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Previdência (MTP).
De acordo com o relatório de análise do Caged, produzido também pelo Sebrae, de janeiro a agosto de 2022, as micro e pequenas empresas geraram quase 13 mil empregos formais em Alagoas. Desse total, só o setor de serviços gerou 5,7 mil vagas, sendo a área empregatícia que mais aqueceu o mercado formal de trabalhos.
Em seguida, segundo o Caged, vem o setor da construção civil, com 3 mil vagas. Depois, o comércio, com 1,8 vagas disponíveis. A indústria de transformação foi responsável pela abertura de 1,6 mil vagas de trabalho. O setor agrícola abriu 325 oportunidades. As demais vagas, foram destinadas para outros segmentos.
Se as micro e pequenas empresas renderam saldos positivos de empregos formais em Alagoas, não se pode dizer o mesmo para as médias e grandes empresas. Segundo o levantamento do Caged, elas caminharam em sentido contrário nestes oito meses: foram quase 14 mil empregos formais a menos.
Brasil
Já o Brasil, ainda segundo a análise do Caged, em agosto, apresentou um saldo de contratação de 278.639 novos empregos. Esse quantitativo é o terceiro maior observado em 2022, ficando atrás de fevereiro, primeiro colocado com 341.673 contratações, e praticamente empatado com junho, com 280.893 contratações.
Quando o foco são as micro e pequenas empresas brasileiras, os 199.659 (71,7% do total) postos de trabalho gerados em agosto são o segundo maior quantitativo de 2022. Ficando atrás apenas de fevereiro com 227.674 postos de trabalho.
Ainda segundo o relatório do Caged, no acumulado de 2022, o Brasil supera a marca de 1,850 milhão de empregos gerados sendo as micro e pequenas empresas responsáveis por 1,328 milhão (71,7%). Já as médias e grandes criaram 400 mil (21,5%) postos de trabalho. Todos esses quantitativos estão em consonância com a queda da taxa de desocupação (desemprego) disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, essa taxa está em 8,9%. Em janeiro desse ano, a taxa era de 11,2%.
*Com assessoria
fonte: gazetaweb




