A Hora da Notícia

Covid: 4ª dose está disponível, mas 58% da população não tomou reforço

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
prefeitura junho

Vacina infantil covid-19Vinícius Schmidt/Metrópoles

O Ministério da Saúde se prepara para ampliar a recomendação da quarta dose da vacina da Covid-19 para pessoas acima de 70 anos, enquanto estados e municípios já aplicam a segunda dose de reforço na população mais idosa e nos imunocomprometidos. Apesar disso, uma estatística preocupa, sobretudo considerando que o governo federal anunciou o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), instituída devido à pandemia da Covid-19: cerca de 58,2% dos brasileiros que têm idade acima de 18 anos e que já estão elegíveis para receber a primeira dose de reforço ainda não completaram o esquema de imunização.

Dados do LocalizaSUS mostram que, de um total estimado de 170 milhões de indivíduos nessa faixa etária, 71 milhões de pessoas foram vacinadas com a terceira dose – ou a segunda, no caso de quem recebeu imunizante de dose única. Ou seja: longe, ainda, da cobertura desejada.

Informações do ministério obtidas pelo Metrópoles mostram que indivíduos mais jovens apresentam taxas mais baixas de cobertura vacinal: entre as faixas etárias, a primeira com 50% ou mais de imunizados com o reforço é a de 45 a 49 anos. O grupo de 65 a 69 anos apresenta 75% de vacinados, e os idosos a partir de 70 anos beiram 80%.

Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que é consenso entre a comunidade científica que indivíduos que receberam apenas as primeiras duas doses não estão devidamente protegidos. A dose de reforço é necessária para o organismo ficar devidamente protegido.

“Sabemos que, com a vacina, sobretudo com a da Ômicron, em torno de três a quatro meses, você já vai perdendo proteção contra o coronavírus, principalmente em pacientes idosos e imunossuprimidos, e mesmo na população geral”, explica o médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Julival Ribeiro.

“Extremamente preocupantes”

Além disso, a infectologista Raquel Stucchi, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta que os níveis mais baixos de cobertura da terceira dose são “extremamente preocupantes”, pois correspondem a pessoas mais jovens, que têm uma rotina mais ativa e, assim, podem contaminar mais pessoas.

Ambos os infectologistas sugerem que ampliar o número de postos de vacinação e realizar mais campanhas que ressaltem a importância da dose de reforço são medidas essenciais para aumentar os percentuais de imunização.

Já o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, relembra o papel da terceira dose no controle da contaminação da população.

“O esquema hoje aceito não é de duas doses, o esquema é dois mais um. Então, essa é a comunicação que deveria ser mais enfática, no sentido de quem tem só duas doses não está adequadamente protegido. Se a gente não cumprir, a gente volta a um estado de proteção populacional muito baixa”, alerta Kfouri.

fonte: gazetaweb

Compartilhe essa informação

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp

Notícias Relacionadas

Comente