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Economia brasileira deve crescer pouco em 2023, prevê relatório

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Arquivo Gazetaweb

A economia brasileira deve ter um crescimento tímido no ano que vem. Segundo o último relatório “Focus”, divulgado pelo Banco Central do Brasil em 5 de dezembro, a estimativa é que o PIB cresça apenas 0,75% em 2023.

A desaceleração já começou a dar sinais no terceiro trimestre deste ano, quando o PIB cresceu apenas 0,4% depois de 12 meses com fortes altas.

Nós já contamos o que está causando essa piora: efeito defasado dos juros altos, com consequente restrição ao crédito, baixo índice de investimento das empresas, preocupações com as contas do governo, crise em vários países que transacionam com o Brasil.

Agora, vamos falar das consequências dessa estagnação. Segundo os economistas ouvidos pelo g1, o que nos espera é uma junção de menor oferta de empregos, consumo das famílias enfraquecido e fuga de investimentos.

“A economia cresce, mas cresce num ritmo menor. Isso afeta, por exemplo, o ritmo de geração de empregos. A gente está enfrentando ainda um cenário de inflação elevada. O Banco Central tem subido juros para conseguir trazer essa inflação para patamares mais baixos”, explica Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria.

Desaceleração ‘desigual’

A desaceleração não impacta os setores com a mesma intensidade. Pela ótica da demanda (de quem consome), ela vai afetar mais fortemente o consumo das famílias, principalmente de bens duráveis por causa do encarecimento do crédito, explica Ribeiro. Outro segmento que deve crescer perto de zero são os investimentos.

E, diferente do que vimos neste ano, o consumo de serviços também deve diminuir. “Nós tivemos um crescimento muito forte da demanda de serviços, principalmente presenciais, uma vez que o quadro pandêmico já estava controlado. Mas não vemos isso permanecendo em 2023, até porque a gente já recuperou uma base de comparação muito fraca que veio de 2021”, diz a economista.

Já o agro pode ter um ano mais promissor após um 2022 complicado principalmente pela quebra de safra da soja em alguns estados importantes, projeta Wellington Nobrega, analista da 4Intelligence. O economista também acredita que a construção civil pode crescer devido a investimentos no programa de habitação Casa Verde e Amarela.

FONTE: GAZETAWEB

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