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Endividamento volta a crescer em Maceió e chega a mais de 71%, aponta Fecomércio AL

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Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

A taxa de endividamento dos maceioenses cresceu mais 3,48%, chegando a 71,2% em setembro, na comparação com o mês de agosto, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), que foi realizada pelo Instituto Fecomércio AL. Esse é o maior percentual de endividamento dos últimos 16 meses e, consequentemente, de 2021.

O levantamento aponta que, em números absolutos, o aumento representa um total de 8 mil pessoas, saindo de 208 mil para 216 mil endividados. “É um cenário que acompanha o ritmo nacional. Uma pesquisa recente da CNC sinaliza que o total de endividados, em setembro, foi de 74%, repercutindo um aumento de 1,5% em relação a agosto”, avaliou o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Victor Hortencio.

Nos últimos seis meses, mais de 37 mil pessoas contraíram algum tipo de dívida. Já o percentual de famílias com dívidas em atraso teve um acréscimo de 12 mil inadimplentes nos últimos seis meses, saltando de 46 mil pessoas, em abril, para 58 mil em setembro, o que equivale a uma variação de 26% ou 4,1 pontos percentuais (p.p.). Na comparação mensal, 831 maceioenses passaram à situação de inadimplentes, uma alta de 1,43%.

Ainda conforme os dados da pesquisa, mais de 59% das famílias estão com 30,1% da renda comprometidas para pagarem dívidas que oneram o orçamento por um período médio de três a seis meses, como compras parceladas ou financiamentos. O cartão de crédito permanece como o principal fator gerador de dívidas, tendo sido utilizado por 98,2% dos consumidores, colocando o maceioense acima da média nacional de 84,6%, conforme pesquisa da CNC. O carnê, que há alguns anos encontrava-se quase em desuso, ocuparam a segunda posição com 22,6% da preferência.

Segundo o assessor econômico da Fecomércio AL, a inflação para o mês de setembro chegou a 10,25%. “Estes números representam uma perda real no poder de compra da população e uma alta de 24% na cesta básica das famílias, afetando, principalmente, a população de renda mais baixa”, analisou.

A Federação também ressaltou que 18,8% da população alagoana está economicamente ativa para trabalhar, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que significa que o estado tem uma das maiores taxas nacionais de desocupação.

*com informações da assessoria.

fonte: Gazetaweb

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