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Missão de nove meses em 20 dias: Botafogo e empresa fazem uniforme “provisório” em tempo recorde

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Vitor Silva/BFR

Quando John Textor anunciou que romperia contratos de patrocínios com o objetivo de melhorar a “apresentação global” do Botafogo, profissionais do clube começaram uma corrida contra o tempo. Fora os detalhes jurídicos e comerciais a serem resolvidos, urgia a necessidade de produzir novos uniformes para todas as categorias e divisões do clube: masculino e feminino profissionais, além das categorias de base e comissões técnicas.

Isso porque a Kappa, fornecedora de material esportivo até o fim de 2021, já havia parado de fabricar as peças, e a Volt, que assumiria em 2022, teve o vínculo desfeito a partir da decisão de Textor. Daí em diante, o departamento de marketing alvinegro começou a viabilizar roupas “temporárias”: ou seja, que serão usadas até o acordo com uma nova marca ser selado. A solução não corresponde a uma marca própria e não chegará às lojas.

A empresa contratada para realizar o serviço junto com o Botafogo foi a W?v, especializada em extensão de marcas – na prática, é uma plataforma que conecta marcas a pessoas. Segundo o CEO da empresa, Gabriel Garcia, um projeto tradicional para produzir um uniforme do zero dura, em média, nove meses. No caso do Botafogo, o curto tempo à disposição exigia que tudo fosse viabilizado em 20 dias. Passo a passo, o ge explica como o projeto alvinegro saiu do papel.

O primeiro contato

Um dia antes do Carnaval, em 25 de fevereiro, Gabriel Garcia recebeu o contato de um “velho” parceiro de negócios: Thairo Arruda, diretor da Matix Capital, empresa que levou o Botafogo a John Textor. Thairo apresentou a ideia e colocou Garcia em contato com Lênin Franco, diretor de negócios do clube.

A missão de produzir uniformes do Botafogo em 20 dias foi alinhada entre as equipes e, a partir daí, cada um se comprometeu com uma parte da engrenagem, que é complexa: desde o desenho dos uniformes até escolha de tecidos, produção de emblemas, etiquetas e detalhes que compõem cada peça.

Tecnologia foi determinante

Uma série de etapas de produção foi adaptada ou suprimida para que o prazo fosse cumprido. Entre elas, a modelagem física, que consiste, basicamente, no ajuste da peça no corpo de manequins ou modelos. Uma tecnologia da W?v, no entanto, acelerou esse processo: as peças foram planejadas a partir de um software que funciona como um video game.

A modelagem, que antes necessitava de peças físicas para ser concluída, foi feita inteiramente em ambiente digital, em 3D. Assim, foi possível até produzir uma espécie de desfile virtual com os novos uniformes. Depois da projeção, é possível ter uma ficha técnica dos insumos de que cada peça necessita para ficar pronta.

– A gente não conhece outras empresas do nosso setor que usam essa tecnologia. É uma inovação, um sistema de videogame que transforma um desenho em modelagem real. O sistema interpreta a imagem para que, no mundo físico, aquela ideia se torne realidade. A modelagem se transforma em corte pra criar o caminho de como a peça seria costurada – explica o CEO da W?v, Gabriel Garcia.

A apresentação dos uniformes para John Textor foi feita com vídeos, fotos e até metaverso.

Confeccção das roupas

Cinco fábricas – situadas em Minas Gerais, São Paulo e Goiás – ficaram responsáveis pela montagem dos uniformes, mas dezenas participaram de todo processo. Só pelo tipo de tecido já dá para se ter uma ideia: um para roupa de jogo, outro para treino, um terceiro para agasalhos, além de capa de chuva. Fora os outros materiais, como golas, punhos, botões, zíperes.

As primeiras remessas foram enviadas ao Rio de Janeiro na sexta-feira (19). Pela quantidade produzida, a estimativa é que as necessidades do Botafogo sejam atendidas de três a quatro meses. A estreia do novo uniforme ainda não tem data, mas pode ocorrer no jogo de volta da semifinal do Carioca no domingo da próxima semana (27), contra o Fluminense, no Marcanã. Não há tempo hábil para colocá-lo em campo na partida de ida, marcada para segunda (21).

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Garcia explicou ao ge que, neste momento a W?v atendeu apenas a uma demanda pontual e que não participa de nenhuma negociação com fornecedoras de material esportivo para o Botafogo. A empresa já trabalhou em parceria com Adidas, Nike, Reebok, Pênalti, Topper e Under Armour, por exemplo, e não tem vínculo fixo com nenhuma delas.

Os uniformes chegam “lisos” ao Botafogo, que, posteriormente, faz a impressão dos patrocinadores diretamente nas peças. Ainda não há definição sobre quais apoiadores entrarão na nova camiseta, já que os acordos estão sendo revistos comercial e juridicamente. A única que não terá interrupção neste momento é a Champion Watch, marca de relógios do Grupo Magnum, que anunciou patrocínio na região omoplata da camiseta alvinegra.

fonte: gazetaweb

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