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Nível do Rio Mundaú sobe e deve atingir cota de alerta em União dos Palmares

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PRESTAÇÃO DE CONTAS

Nível do Rio Mundaú sobe e deve atingir cota de alerta em União dos Palmares foto: Divulgação

O Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) atualizou, nesta quinta-feira (15), as informações do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) da Bacia do Rio Mundaú, que entrou em operação no último final de semana. De acordo com os dados do monitoramento, o nível subiu e deve atingir a cota de alerta de 3,50 metros na cidade de União dos Palmares, em Alagoas. A elevação do nível se deve ao expressivo volume de precipitações registrado em 24 horas. Em algumas cidades cobertas pela Bacia, como Murici e Santana do Mundaú, choveu mais de 60 milímetros. Em União, o volume chegou a 41,1 mm de chuva, segundo informações da Defesa Civil Municipal.

Conforme a pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil, a engenheira hidróloga Keyla Almeida dos Santo, a operação do SAH do Mundaú está em estado de atenção devido à previsão do rio atingir a cota de alerta, que representa grande risco de ocorrer uma enchente.

“Na noite de ontem (14) em União dos Palmares, às 21h45, a cota do rio estava em aproximadamente em 1,40m. Já na manhã de hoje, às 9h, registramos uma cota de 3,26m. Ou seja, subiu mais de 1,80m nas últimas 12h. Esse volume é próximo à cota de alerta, de 3,50 metros, portanto as autoridades locais foram alertadas sobre a situação da Bacia”, detalhou a pesquisadora.

A operação do SAH do Mundaú é realizada em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH-AL) e a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC-PE), com início no último dia 10 de abril e previsão de conclusão em 16 de agosto. Lançado em 2017, o monitoramento acompanha oito estações de coletas de dados hidrometeorológicos instaladas na Bacia do rio Mundaú. Embora haja o acompanhamento em todos estes pontos, o Sistema vai alertar, sobretudo, os municípios de Murici e União dos Palmares, onde a Bacia apresenta pontos mais críticos. No período chuvoso, é nessas cidades onde o nível do rio tem elevação mais célere.

Entenda o monitoramento

O monitoramento consiste na coleta de dados, armazenamento e atualização dos dados coletados, análise, elaboração da previsão hidrológica e transmissão das informações. Com o início da operação do Sistema de Alerta, o SGB-CPRM passa a transmitir semanalmente para a Semarh-AL, Defesa Civil e prefeituras dos municípios da bacia do Mundaú um boletim contendo os níveis dos rios registrados nas estações. Também são informadas a cota de alerta e de inundação de algumas estações da bacia, além da previsão de cotas e boletins extraordinários, assim que o sistema atingir a cota de alerta nas estações de monitoramento.

A cota de alerta significa que foi atingido o nível do rio no qual a frequência de obtenção dos dados deve ser maior, pois o risco de acontecer uma enchente é grande. Neste caso, o monitoramento passa a ser mais intenso, e a orientação é que o próprio município passe a observar os níveis nas réguas localizadas nas estações fluviométricas. Já a cota de inundação significa que o ponto mais baixo da cidade começa a ser inundado.

Quando atingidas as cotas de alerta, os órgãos competentes serão avisados sobre a situação e passarão a receber boletins com maior frequência, contendo a previsão se a cota de inundação será ou não ultrapassada. O município de União dos Palmares deve acompanhar a evolução do nível do rio na estação de União dos Palmares, e a cidade de Murici fica responsável pelo monitoramento do nível do rio na estação de Murici Ponte.

fonte: Gazetaweb

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