A Hora da Notícia

Novo estudo confirma segurança da Coronavac e maior eficácia em casos moderados

Publicação foi divulgada neste domingo (11) em uma plataforma de pré-prints, isto é, ainda sem revisão por pares
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
PRESTAÇÃO DE CONTAS

Vacinação é a principal estratégia de combate à pandemia Foto: Divulgação/G1

A vacina Coronavac é segura e tem uma eficácia de 50,7% na proteção de casos sintomáticos da Covid-19. Para casos moderados, que necessitam atendimento médico, a proteção, antes anunciada como 78%, aumentou para 83,7%.https://6c1855dc46a0d326ca1601a36f8bb158.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Além disso, a eficácia da vacina aumentou quanto maior o tempo entre as duas doses, para cerca de 62% se a segunda dose for aplicada 21 dias ou mais após a primeira, o que reforça a recomendação de tomar a segunda dose até 28 dias após a primeira imunização.

Esses são os principais achados do estudo, que foi publicado neste domingo (11) em uma plataforma de pré-prints, isto é, ainda sem revisão por pares.

A publicação, mesmo que ainda não oficial, dos dados do ensaio clínico de fase 3 da vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e produzida no país pelo Instituto Butantan, confirmou os resultados divulgados pelo governo estadual e pelo Butantan em janeiro.

A comunidade científica brasileira –e internacional, visto que a Coronavac já está em uso em mais de 30 países)– aguardava os dados detalhados do estudo desde a divulgação preliminar da eficácia da vacina, pois só assim é possível fazer uma análise completa dos resultados. “O trabalho está muito bom e confirma o que já sabíamos, da eficácia de 50,7% [para qualquer caso sintomático] e a eficácia para caso moderado, que subiu um pouco”, pondera a microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natália Pasternak.

O aumento de eficácia com o maior espaçamento entre as doses, segundo Pasternak, era esperado, mas foi um achado importante. “Os autores sabiam que com 14 dias entre as doses a eficácia poderia ser menor, mas fizeram essa escolha para acelerar o teste clínico. O estudo mostra claramente que a curva de eficácia aumenta se você coloca um intervalo maior entre as doses”, explica.https://6c1855dc46a0d326ca1601a36f8bb158.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Com o detalhamento dos dados, foi possível observar alguns resultados interessantes em subgrupos estudados, como comorbidades e pessoas previamente expostas ao vírus.https://6c1855dc46a0d326ca1601a36f8bb158.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Por exemplo, a vacina teve eficácia de 75% em pessoas com obesidade (índice de massa corpórea ou IMC igual ou acima de 30), grupo usualmente mais vulnerável a desenvolver quadro grave de Covid devido a um processo conhecido como inflamação crônica lenta, que agrava o sistema imune.

Quando testados os soros de indivíduos vacinados contra as três variantes mais frequentes no país, a linhagem B.1.1.28, a P.1 (ou variante de Manaus) e a P.2, a Coronavac se mostrou eficaz em todos os casos.

O fato de utilizar o vírus inteiro inativado, e não induzir à produção de anticorpos específicos contra uma parte do vírus, pode explicar a sua capacidade de proteger contra as novas variantes que vêm surgindo. “Isso é um alívio para um país como o Brasil, que tem várias variantes em circulação no momento e, com a pandemia fora de controle, outras tantas podem surgir”, diz Pasternak.

Em relação à segurança da vacina, 77% dos participantes do grupo vacinado relataram eventos adversos, dos quais a maioria (73%) foi leve e esperada, como dor no local da injeção e dor no corpo. A ocorrência de eventos adversos graves foi baixa (menos de 0,5%), e se distribuiu de maneira similar no grupo placebo e no grupo vacinado.https://6c1855dc46a0d326ca1601a36f8bb158.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Para avaliar a eficácia da vacina os pesquisadores analisaram a incidência dos casos de Covid-19 no grupo que recebeu a vacina (4.953 pessoas) e no grupo que recebeu o placebo (4.870).

Foram reportados 85 casos de Covid-19 no grupo vacinado e 168 no grupo placebo. Desses, 35 foram casos moderados, sendo 5 no grupo vacinado e 30 no grupo placebo, indicando a eficácia de proteção contra hospitalização de 84%. Para casos graves, foram reportados seis casos no grupo placebo e nenhum no grupo vacinado, indicando uma eficácia de 100%, embora esse número não seja estatisticamente significativo.

A metodologia utilizada pelo grupo liderado pelo Instituto Butantan e pelo Hospital das Clínicas da USP leva em consideração a razão de risco acumulado ao longo do tempo daquela pessoa contrair Covid. Isto porque o estudo avaliou apenas profissionais de saúde atuando na linha de frente da Covid, grupo com maior probabilidade de se infectar pelo coronavírus.

À época da divulgação da eficácia, foram veiculadas informações erradas de cálculos refeitos da eficácia, indicando que a mesma não atingiria 50%. Esses “cálculos” foram feitos usando a eficácia relativa, que considera apenas o número de infectados nos grupos de estudo que receberam o placebo e a vacina.

O protocolo do estudo do Butantan, no entanto, já havia sido publicado em agosto de 2020 relatando a metodologia a ser utilizada no ensaio.

fonte: Gazetaweb

Compartilhe essa informação

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp

Notícias Relacionadas

Comente