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Pacientes recuperados da Covid relatam disfunção de olfato e de paladar

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Brendan McDermid/Reuters/Arquivo

Imagine um mundo onde aquele cheiro de cafezinho não é mais o mesmo e onde os sabores que conhecemos viraram outros?

É neste mundo distorcido que algumas pessoas estão vivendo. E sem saber até quando. São pessoas que, depois de vencer a Covid, sentem um gosto completamente diferente da realidade.

O corpo humano é capaz de identificar um trilhão de cheiros diferentes, compostos por várias moléculas, que entram no nosso nariz, e se unem a diferentes neurônios olfatórios.

Alguns vírus respiratórios podem infectar e lesionar esses neurônios. Isso interrompe o envio das mensagens que permitem que o cérebro interprete o cheiro que estamos sentindo. É por isso que muitos pacientes com Covid perdem o olfato.

Mas, em alguns casos, apenas parte dos neurônios olfatórios se recupera como deveria. E o cérebro passa a identificar de maneira distorcida alguns ou vários cheiros.

Um grupo de apoio reúne pessoas entre 22 e 35 anos e que todos tiveram Covid-19. Depois de se recuperarem da doença, desenvolveram uma sequela chamada: parosmia.

“Estou há um ano e seis meses com a parosmia. Fiquei em um estado de tristeza profunda, né? Foi logo me abalando, minha ansiedade foi aumentando. E, daí, eu pensei que o problema era tão sério, que eu pensei: ‘será que eu estou ficando doida?’, conta Jaqueline Barbosa, de 22 anos.

A parosmia não é um fenômeno novo. Mas, antes da pandemia, os casos eram menos frequentes. Ainda não há estudos precisos sobre quantas pessoas sofrem com o problema atualmente. Pesquisas internacionais chegam a apontar que até 47% dos pacientes que perdem o olfato com a Covid podem desenvolver algum tipo do distúrbio.

“O que a gente vê é que há um curto circuito nos neurônios responsáveis pela percepção do olfato, que mandam informações equivocadas para o nosso cérebro”, explica Leonado Sá, otorrinolaringologista do Instituto D’Or.

Estudo na Bahia

Um estudo sobre a parosmia começou em março deste ano na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e vai até o mês que vem.

“Dos 128 pacientes incluídos no nosso estudo, 40% apresentavam parosmia. Os pacientes do nosso estudo felizmente estão obtendo boas respostas tanto na aquisição do olfato quanto na melhora da parosmia”, diz Lorena Pinheiro Figueiredo, pesquisadora da UFBA.

Metade do grupo toma cápsulas com ácido-alfa-lipóico, uma substância que ajuda a regenerar os neurônios. A outra metade, pílulas de placebo, sem qualquer prioridade medicinal.

fonte: Gazetaweb

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