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Samu registra aumento de acidentes com patinetes elétricos na orla de Maceió

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Com Agência Alagoas

Os patinetes elétricos chegaram à orla de Maceió no primeiro semestre deste ano e rapidamente conquistaram moradores e turistas como uma nova opção de mobilidade e lazer. Com uma frota inicial de cerca de 150 patinetes e 70 bicicletas elétricas disponíveis para aluguel, o serviço ganhou espaço entre os frequentadores da orla, mas também passou a acender um alerta entre as autoridades de saúde.

Dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Central de Maceió mostram que, entre janeiro e maio deste ano, 21 pessoas precisaram de atendimento após sofrerem quedas em via pública envolvendo esses equipamentos. A média é de 4,2 ocorrências por mês, número que, segundo especialistas, pode ser ainda maior devido à subnotificação dos casos.

Para garantir a segurança dos usuários e dos pedestres, a Portaria nº 049/2026 do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), em conformidade com a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), estabelece regras para a circulação dos veículos. Entre elas estão a velocidade máxima de 6 km/h nas calçadas e de 25 km/h nas ciclovias, a proibição de equipamentos com potência superior a 1000W, a utilização individual dos veículos e a vedação da condução sob efeito de álcool.

As normas também determinam que os patinetes e bicicletas elétricas sejam estacionados apenas em estações virtuais indicadas pelo aplicativo, mediante registro fotográfico ao final da corrida. É proibido deixar os equipamentos em locais que obstruam rampas de acessibilidade, garagens ou faixas de pedestres.

Apesar da regulamentação, a fiscalização ainda é considerada insuficiente. O médico socorrista Rodrigo Nicácio relata que os atendimentos relacionados a quedas com patinetes são frequentes e, em muitos casos, os usuários não utilizam capacete ou qualquer outro equipamento de proteção.

Segundo ele, as consequências podem ser graves. “Isso pode causar fraturas de membros superiores, inferiores, face e crânio. Podem ser lesões com alto potencial de gravidade, sobretudo dependendo do uso de equipamentos de proteção ou da velocidade do veículo”, alertou.

Os acidentes ocorrem com maior frequência nos fins de semana, período em que a orla registra maior movimento de pessoas. Para o médico, é importante que os usuários recebam orientações mínimas antes de utilizar os equipamentos.

O coordenador-geral do Samu, Mac Douglas de Oliveira Lima, também defende uma atuação mais rigorosa por parte das empresas responsáveis pela operação do serviço. “É preciso haver fiscalização mais rigorosa por parte de quem disponibiliza o serviço. Os acidentes ainda são poucos, mas podem crescer. É salutar que se tenha mais responsabilidade, tanto de quem utiliza quanto de quem disponibiliza o serviço, para evitar acidentes graves”, afirmou.

Enquanto o uso dos patinetes elétricos se consolida como alternativa de mobilidade na capital alagoana, especialistas reforçam a importância do respeito às normas de trânsito, do uso de equipamentos de proteção e da conscientização dos usuários para que a inovação não se transforme em risco.

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