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Secretário do governo revela na ALE que extensão na fraude do concurso da PM é incalculável

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Cortesia à Gazetaweb

O secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), Fabrício Marques Santos foi ouvido nesta terça-feira (21) pela Comissão de Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Na ocasião ele explicitou que a extensão da fraude já identificada até o momento é incalculável e afirma que, em um aparelho telefônico apreendido, foram descobertos 250 pontos de comunicação e que não foi possível identificar os envolvidos.

Os concursos da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros foram parar na esfera judicial após a descoberta de fraudes, que podem ter influenciado no resultado do certame. A última novidade ocorreu nesta terça-feira (21), quando, após determinação da Justiça, o Governo de Alagoas anunciou que irá retomar as provas do Corpo de Bombeiros já a partir de janeiro. Até então, a prova estava suspensa, mas a Justiça acatou pedido da Defensoria Pública.

Na Assembleia Legislativa do Estado, Fabrício Marques afirmou que a quadrilha responsável pela fraude agia em quatro estados. Mesmo após a decisão da Justiça quanto a retornar o certame do Corpo de Bombeiros, o secretário disse ainda que a extensão da fraude inviabiliza a continuidade do concurso da PM. Segundo ele, não se consegue identificar os envolvidos.

“Em apenas um aparelho telefônico apreendido pela polícia foram descobertos 250 pontos de comunicação, mas não foi possível identificar os envolvidos, pois alguns usaram aparelhos com CPF de terceiros”, contou Marques, acrescentando que, no que concerne aos concursos da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, a situação é diferente. “Apesar de nos nossos editais ter uma cláusula na qual podemos eliminar os possíveis fraudadores, quando for possível a identificação plena destes, percebemos que pela extensão das fraudes, no caso da PM, não teríamos condições de fazer essa identificação plena dos beneficiários”, informou o secretário.

“Recebemos uma decisão judicial em relação ao concurso do CBM, para que retomássemos as provas. Estamos anunciando as próximas etapas desse certame e trabalhando para que até o início de janeiro sejam feitas as reaplicações das provas das polícias Civil e Militar”, anunciou Fabrício Marques, complementando.

Para o deputado Davi Maia (DEM), a audiência foi realizada para que o Estado sanasse as dúvidas quanto ao certame. “A Assembleia precisa entender a real situação desses concursos que estão sob questionamentos no Estado. Nós tivemos sérios indícios de fraudes e já temos até decisão judicial determinando a retomada do certame”, disse o deputado Davi Maia, referindo-se à decisão da juíza Esther Manso, da 16ª Vara Cível do Estado, que suspendeu a anulação do concurso para o Corpo de Bombeiros até que as investigações sejam concluídas.

Cabo Bebeto ressaltou que a audiência serviu para esclarecer algumas questões e sugeriu que o Estado crie uma força tarefa para solucionar o caso. “É preciso que o Estado busque quem foram os fraudadores, para que todos os envolvidos tenham segurança nas próximas etapas”, disse.

A audiência contou com a presença de representantes dos candidatos dos três concursos, que puderam esclarecer dúvidas por meio de questionamentos feitos ao secretário Fabrício Marques.

*Com assessoria  

fonte: Gazetaweb

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