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Setor de serviços em Alagoas tem a 2ª maior alta do Brasil, diz IBGE

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Ailton cruz

O setor de Serviços em Alagoas apresentou a segunda maior alta do Brasil em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nessa terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 21%, menor somente que a alta apresentada por Roraima, com 23%.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, no caso janeiro, Alagoas registrou alta de 1,3%. Anteriormente, em janeiro, houve queda de -0,9%. Desde outubro (1,8%), o setor de serviços vinha acumulando crescimentos em Alagoas. Em novembro também houve variação positiva (1,6%), mas foi o mês de dezembro (3%) que registrou o maior índice.

A sequência foi interrompida com a queda em janeiro (-0,9%). Nos últimos 12 meses, o volume de serviços em Alagoas cresceu 25,7%. No Brasil, os serviços variaram -0,2% em fevereiro, segunda taxa negativa seguida. O setor de serviços variou -0,2% na passagem de janeiro para fevereiro no Brasil, acumulando uma perda de 2,0% frente ao nível de dezembro de 2021. Com isso, o setor ficou 5,4% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 7,0% abaixo de novembro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

“Das últimas seis taxas, quatro foram negativas (em agosto, setembro, janeiro e fevereiro) e duas foram positivas (em novembro e dezembro). Ainda que haja um predomínio de taxas negativas, o saldo desses 6 meses ficou em 0,1%, ligeiramente positivo e muito próximo da estabilidade”, contextualiza o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, analisando o panorama nacional. “Isso configura um setor de serviços mais estacionário, mostrando uma acomodação dos ganhos auferidos até agosto de 2021”, complementa.

Duas das cinco atividades investigadas tiveram retração no mês de fevereiro: serviços de informação e comunicação (-1,2%) e outros serviços (-0,9%) O principal impacto negativo veio dos serviços de informação e comunicação (-1,2%), que recuaram pelo terceiro mês consecutivo. A atividade está num patamar 8,6% acima de fevereiro de 2020.

Regionalmente, 13 das 27 unidades da federação tiveram retração no volume de serviços em fevereiro de 2022, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o decréscimo (-0,2%) observado no Brasil. Entre os locais com taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (-0,5%), seguido por Distrito Federal (-3,4%) e Santa Catarina (-2,0%). Em contrapartida, Minas Gerais (2,0%), Rio de Janeiro (0,8%) e Mato Grosso (6,6%) registraram os principais avanços em termos regionais.

Na comparação com fevereiro de 2021, o avanço do volume de serviços no Brasil (7,4%) foi acompanhado por 24 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (8,4%), seguido por Minas Gerais (8,1%) e Rio Grande do Sul (14,4%). Em sentido oposto, Rondônia (-3,9%) e Distrito Federal (-0,1%) assinalaram os únicos resultados negativos do mês, ao passo que Santa Catarina (0,0%) mostrou estabilidade frente ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado do primeiro bimestre de 2022, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (8,4%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 26 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (10,3%), seguido por Minas Gerais (7,2%) e Rio Grande do Sul (12,8%). Por outro lado, Distrito Federal (-0,9%) registrou a única influência negativa sobre índice nacional.

A baixa de 0,2% em fevereiro foi acompanhada por duas das cinco atividades de serviços analisadas pelo IBGE. Os serviços de informação e comunicação recuaram 1,2%, respondendo pela principal influência negativa no mês. Enquanto isso, o ramo de outros serviços caiu 0,9%. Fevereiro marcou a terceira baixa consecutiva dos serviços de informação e comunicação.

Ao longo da pandemia, foi justamente essa atividade que puxou a recuperação do setor como um todo, indicou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE. Conforme o pesquisador, os serviços de informação e comunicação tiveram estímulos com a corrida de empresas por digitalização em meio a medidas de isolamento social. Agora, a atividade dá indícios de redução de ritmo. Mesmo assim, os serviços de informação e comunicação permanecem acima do pré-pandemia, em patamar 8,6% superior ao de fevereiro de 2020. “A perda de fôlego nesse segmento é determinante para entender a perda de fôlego do setor como um todo”, disse.

fonte: gazetaweb

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