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Surtos de gripe e Covid afetam desempenho do setor de Serviços em Alagoas

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Ailton Cruz

É gripe ou covid? Essa tem sido a dúvida de muita gente nesse começo de ano. O país vive um surto de síndromes gripais. Do ponto de vista da saúde, a resposta pode ser: os dois. Do ponto de vista econômico: tanto faz. Isso porque as doenças, ou até mesmo a suspeita delas, levam ao afastamento dos trabalhadores dos seus postos de trabalho e também afugentam os clientes. Nesse cenário, o setor de Serviços é um dos mais afetados, tendo em vista que a maioria dos serviços ofertados envolvem o contato direto entre funcionário e cliente. Nesse cenário, academias, salões de beleza e empresários do setor de eventos sofrem com a instabilidade sanitária.

Na academia gerida por Maurício Lemos foram mais de vinte casos de síndromes gripais entre os colaboradores. Ele não precisou fechar a unidade, mas suspendeu algumas atividades temporariamente. “Administramos a partir do surgimento das necessidades. Em alguns casos fizemos substituições temporárias, mas não sofremos interrupção dos nossos serviços”, relata. Mesmo assim, ele conta que muitos alunos não se sentem seguros para voltar às atividades.

“Nos preocupa o fato de não termos uma política de enfrentamento única a nível nacional, mas o advento da vacina tem mostrado ser possível superarmos tudo isso. Vivemos tempo de incertezas, é preciso cautela, temos observado o crescimento da pandemia em vários lugares, não ocorre apenas no Brasil. Levará tempo para a recuperação econômica” avalia Lemos.

No box de crossfit que Dudu Ribeiro é proprietário, quatro dos sete funcionários pegaram gripe antes do Natal. Ele também se virou para não precisar fechar o negócio. “Como proprietário e também professor de educação física, acabei assumindo as aulas. Trabalhamos com um número reduzido de alunos por aula, para minimizar o risco de contágio”, explica. “Por se tratar de uma atividade em grupo, existe um receio das pessoas em se exercitar e ter esse contato com outros, mesmo com todas as normas de segurança que seguimos. Apesar de sabermos o quanto atividade física é essencial, as pessoas ficam com medo e também optam em não ir para academia pela obrigação do uso de máscara, pois algumas pessoas não conseguem treinar, então acabam treinando em casa sozinhas”, completa.

Tamires Melo conta que no salão de beleza que ela é proprietária teve muitos cancelamentos em cima da hora. “As clientes acordam com sintomas gripais, dor no corpo e dor de cabeça, e com isso não conseguiam se antecipar para cancelar o serviço marcado previamente”, detalha. “Desde dezembro, o mesmo acontece com os funcionários. Em casos assim, como é recomendada a quarentena, então eles são afastados. Foi preciso fazer a contratação de mais funcionários para manter o atendimento e ter mais opções de escala”, revela.

A empresária conta que em torno de 4 funcionários contraíram covid-19 de dezembro até janeiro, mas não foi necessário fechar o salão. “Foi aí que pensei na contratação de mais funcionários, para então conseguir fazer esse controle para que não afetasse o funcionamento do salão”.

Melo pontua que a segurança que as vacinas trouxeram é a medida para que continuemos confiantes, apesar de manter os cuidados. “Além disso, é possível perceber que a era digital ganhou ainda mais espaço de dois anos para cá, o que fortalece o trabalho de mentoria online”, destaca. “É preciso acreditarmos na ciência. E com vacinas atualizadas e conhecimento, iremos voltar a ter mais liberdade. Embora, os cuidados com higienização das mãos e máscaras devam permanecer, ao meu ver”, finaliza.

O cerimonialista Helion Dionísio diz que a situação faz voltar a insegurança de que o poder público possa voltar a fechar os setores econômicos sem um planejamento prévio, “tendo em vista que nosso mercado vem tentando se reorganizar depois de 2 anos parados”. “Uma vez que são eventos que estão sendo planejados a cerca de dois anos. Muitos clientes voltam a pensar num possível fechamento e como estão esgotados pensam logo no cancelamento total do evento”, diz.

Ele conta que diante do atual cenário, os cuidados aumentaram ainda mais. “Uma das nossas ações é comunicar aos convidados que em casos de síndromes gripais evitem ir aos eventos, o que nos trazem alguns problemas de relacionamentos uma vez que nossos eventos são voltados a um público mais íntimo. Do mesmo jeito acontece com a nossa equipe, está com algum sintoma já não entra na escala do evento, e para voltar, só após liberação médica e teste negativo para covid-19. Nesse momento nossa maior ação é conscientizar mesmo a todos os nossos clientes, equipe e convidados”, destaca.

Em relação ao temor de novo fechamento, Dionísio diz que os empresários estão sendo parceiros. “Estamos seguindo todas as regras, solicitando cartão de vacina, controles estão sendo mantidos, nós esperamos que o governo também seja parceiro do setor produtivo, especificamente o de eventos, para que antes de qualquer medida de fechamento possa abrir o diálogo e estudar ainda mais alternativas além das que já estamos seguindo”.

fonte: Gazetaweb

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