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Taxa extra de luz: Alagoanos já pagaram mais de R$ 200 milhões

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Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Chegou ao fim, nesse sábado (16), a cobrança da bandeira Escassez Hídrica na conta de energia elétrica dos brasileiros. Em Alagoas, o valor arrecadado com a taxa até fevereiro deste ano foi de R$ 202.472.375,40, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A taxa entrou em vigor em setembro de 2021 e foi implantada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) como uma das medidas para o enfrentamento da crise hidrológica que afetou o Brasil e o consequente acionamento das termelétricas, que elevou o custo da energia.

Com o fim da cobrança da taxa, a conta de luz terá redução de cerca de 20% já no mês de maio, e a expectativa é que essa redução permaneça até o final do ano. No Estado, o fim da cobrança não só animou os consumidores, como também, o setor produtivo.

O vice-presidente da Aliança Comercial de Maceió, Guido Júnior, disse que o setor será beneficiado. “A redução da conta de energia vai nos ajudar bastante, porque qualquer corte no nosso custo nos beneficiará. A bandeira de Escassez Hídrica nas contas de luz, criada durante a crise do ano passado, representava um custo adicional de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, então com o fim dela teremos uma economia significativa”.

BONS OLHOS

Raimundo Barreto, presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas, também comemorou a notícia. “O fim da taxa foi vista com bons olhos. Os empresários fazem muito uso de energia e, no final do mês, a conta pesa. E, com a taxa, nem se fala. Agora, sem a cobrança, a coisa pode mudar e desafogar um pouco mais o alagoano”, falou.

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Alagoas, Brandão Júnior, a energia elétrica é um insumo bastante importante para a atividade do setor, e a tarifa na conta de luz vem pesando bastante. “Toda redução, sem dúvidas, é bem vinda. Espero que a redução se efetive e dure por mais tempo. E, claro, que os empresários sintam na ponta a redução, para ajudar a diminuição dos gatos do nosso setor”, disse.

A Equatorial, responsável pela distribuição de energia nos 102 municípios alagoanos, foi procurada pela reportagem e, por meio de nota, informou que o montante pago pelos consumidores de Alagoas foi destinado à cobertura dos custos com geração de energia a partir das termelétricas, fonte mais onerosa, devido a utilização de combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural.

TARIFAS

O sistema de bandeiras tarifárias é o que define o real custo da energia. Quando as condições de geração de energia não são favoráveis, é preciso acionar as usinas termelétricas, elevando os custos. Assim, cobranças adicionais têm por objetivo cobrir a diferença e também funcionam para frear o consumo.

Quando vigora a bandeira verde, não há acréscimos na conta de luz. Já na bandeira amarela, o consumidor paga um adicional de R$ 0,01874 para cada quilowatt-hora (kWh). A bandeira vermelha é dividida: no patamar 1, o acréscimo é de R$ 0,03971 e no patamar 2 é de R$ 0,09492. No ano passado, foi criada a bandeira de escassez hídrica , que fixa um acréscimo de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. Ela estava vigente há sete meses, desde setembro. Segundo o Governo Federal, a medida era necessária para compensar os custos da geração de energia, que ficaram mais caros em consequência do período seco em 2021, apontado como o pior em 91 anos.

fonte: gazetaweb

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