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Unicef afirma que evasão escolar soma 124 mil crianças e adolescentes em Alagoas

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PRESTAÇÃO DE CONTAS

Ailton Cruz

O estado que, segundo o IBGE, lidera o índice de analfabetismo com 440 mil alagoanos (17.01%), terá que fazer um esforço enorme para resgatar a vontade de estudar em milhares de crianças e adolescentes que abandonaram a escola nesse período da pandemia do coronavírus. A Unicef (Fundação das Nações Unidas para Infância) divulgou que a evasão escolar atingiu 124.106 crianças e adolescentes, de seis a dezesseis anos.

As secretarias de estado e da maioria dos 102 municípios trabalham com busca ativa para resgatar a maioria dos estudantes que abandonaram o ensino público. As principais causas do abandono do ensino público estadual e municipais são a alta contaminação e mortes provocadas pelo coronavírus (o estado registra mais de 5.490 óbitos desde março do ano passado) que assusta os pais, a falta de políticas públicas para garantir computadores e acesso à internet para a maioria dos estudantes das escolas públicas.

As pastas da Educação do estado e municípios querem retomar as aulas no modelo híbrido a partir da segunda quinzena de agosto. Ainda permanece indefinida a possibilidade de ensino 100% presencial nos municípios. Havia uma estratégia de o estado retomar as aulas na segunda quinzena deste mês.

A lentidão da vacinação, a superlotação dos hospitais e as mortes que apesar de estarem em estabilidade, permanece num nível muito alto segundo os infectologistas, fizeram com que fosse adiado a retomada das aulas no modelo híbrido em julho. O Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado conseguiu apoio do Ministério Público Estadual (MP) e as negociações impediram o retorno das aulas neste mês.

“A maioria dos 8 mil professores da rede estadual e os 5 mil da rede municipal de Maceió receberam a primeira dose da vacina contra o vírus. A segunda dose está marcada para a primeira quinzena de agosto. Até lá não há como ocorrer a retomada das aulas”, afirmou a presidente do Sinteal, Maria Consuelo, ao destacar que a situação ainda está fora de controle no estado.

A Secretaria de Estado da Educação é o maior exemplo da crise do ensino público. Em um ano, passaram por lá quatro secretários. O mais novo, secretário Rafael Brito, quer a retomada das aulas em agosto para os mais de 175 mil alunos matriculados no ensino médio. Em portaria, divulgada também no Diário Oficial do Estado (dia 06) definiu que o retorno dos servidores, professores e estudantes às 310 escolas a partir do dia 16 de agosto.
O retorno estabelece a retomada do calendário escolar de forma híbrida. As aulas 100% presenciais permanecem indefinidas na rede estadual. O modelo de ensino, de acordo com a portaria, ocorrerá com desenvolvimento de atividades pedagógicas na forma de 50% no modelo presencial e metade dos alunos de cada turma em sala de aula; 50% com os estudantes não presenciais, conforme estratégia de ensino híbrido. Para isso, os professores receberam uma linha de crédito especial de R$ 5 mil para aquisição de um computador e contratar serviço de internet por um ano.

Por intermédio da assessoria de comunicação, o secretário disse que pelo número de alunos matriculados não tem evasão. Porém, reconhece que nem todos os matriculados acompanharam as aulas híbridas. A direção das escolas estaduais também trabalhará com busca ativa e buscará alternativas de garantir as aulas principalmente para aqueles em situação de vulnerabilidade social. A medida é para tentar reduzir a evasão escolar, disse a assessoria pedagógica da Seduc.

Municípios e Estado já vêm discutindo formas e estratégias para o retorno das aulas nas redes estadual e municipais. “Diante do avanço da vacinação e da queda da ocupação de leitos, nós chegamos ao consenso que em agosto, a data estabelecida pelo Estado foi 16, nós poderíamos retornar.

fonte: Gazetaweb

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