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Variante delta do coronavírus já responde por 66% das amostras no Rio

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A variante delta do coronavírus ultrapassou a gama e já é predominante entre as amostras analisadas no Rio de Janeiro. A cepa corresponde a 66% das unidades coletadas na capital e a 60% no estado, segundo boletim da Secretaria Estadual de Saúde divulgado nesta segunda (16).
No relatório anterior, publicado há cerca de duas semanas, as porcentagens eram de 45% no município e 26% no estado. A nova rodada do sequenciamento genético contou com 360 amostras (53 delas na capital) coletadas entre os meses de junho e julho. A data exata não foi informada.
Identificada inicialmente na Índia, a B.1.617.2 foi detectada pela primeira vez no RJ em junho, nas cidades de Seropédica e São João de Meriti, em pacientes que não tiveram contato com locais de risco. Agora, ela está em ao menos 67 municípios das nove regiões do estado.
O estudo mostrou ainda a presença de 0,5% da variante alfa (B.1.1.7), vinda do Reino Unido, e de outros seis tipos que não são considerados de preocupação pela Organização Mundial da Saúde.
“A secretaria ressalta que vem monitorando o cenário epidemiológico e está colocando em prática o Plano de Contingência da Covid-19, que prevê a ativação de níveis de contingência a partir de determinados cenários”, diz em nota o governo Cláudio Castro (PL).
O plano prevê, por exemplo, um chamamento público para contratação de 150 leitos. Também cancela a decisão de transformar o Hospital Regional Zilda Arns (Volta Redonda) em unidade não-Covid e planeja a abertura de mais 20 vagas no hospital estadual Dr. Ricardo Cruz (Nova Iguaçu).
“Independentemente da cepa do vírus ou linhagem, as medidas de prevenção e métodos de diagnóstico e tratamento da doença seguem os mesmos, como uso de máscaras e álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento social. A quarentena de 14 dias é fundamental para qualquer pessoa com sintomas”, ressalta a pasta.
O sequenciamento ocorre por amostragem, e um dos critérios para escolher essas amostras é a maior carga viral, ou seja, predominam as de pacientes mais graves. São cerca de 800 genomas avaliados por mês no estado, somando 3.670 desde o início do ano.

O secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, chegou a citar a predominância da delta em suas redes sociais neste domingo (15) para pedir que as pessoas evitem sair e usem máscara, mas informou um número mais baixo que o divulgado pelo estado depois que o estudo foi, de fato, concluído.
“Recebemos novos resultados de sequenciamento genômico do Laboratórios LNCC e UFRJ/LVM, que se somam aos demais resultados, demonstrando que a variante delta foi identificada em 56,6% das amostras colhidas no último mês. Evite se expor desnecessariamente, e use máscara”, havia escrito ele.
Soranz também anunciou recentemente que a ilha de Paquetá, bairro na zona norte carioca que já foi inteiramente vacinado, deve passar por mais uma etapa de um estudo para entender se houve perda de imunidade entre os idosos e se há necessidade de uma dose de reforço.
No dia 29 de agosto, os moradores de 60 anos ou mais devem fazer um novo teste sorológico que mede a presença de anticorpos contra o coronavírus no sangue e tomar a terceira dose. O resultado poderá servir de base para a estratégia da campanha em toda a cidade.
O Rio de Janeiro acumula uma série de números que indicam uma escalada geral da pandemia do coronavírus, com o avanço da delta e o relaxamento das medidas de restrição nas ruas. Com isso, tanto o estado quanto a capital decidiram reabrir leitos exclusivos para a doença.
Os fluminenses encabeçam uma tendência de piora em todo o país e são a principal preocupação de pesquisadores em saúde pública neste momento -seguidos por outros estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste em geral, que já não estão mais em queda.
Casos, internações, atendimentos em unidades de saúde e ocupação de UTIs: todos esses dados estão em alta, mesmo com o avanço da vacinação. A campanha chegou a parar por dois dias no município na semana passada por falta de doses. Com o atraso, todos acima dos 18 anos devem ser imunizados até a próxima sexta (20).
A prefeitura tem usado os dados para pedir que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) priorize o envio de vacinas e abra vagas nos hospitais federais -90 delas serão disponibilizadas nesta semana, segundo Soranz. Na última sexta (13), o prefeito Eduardo Paes (PSD) chamou a cidade de “epicentro da Covid”.
“O epicentro da pandemia no Brasil em relação ao aumento de casos é o Rio. O que aconteceu em todos os momentos em que esse epicentro esteve no Maranhão, em Manaus, no Rio Grande do Sul? Se entendeu que tinha que mandar mais doses”, pressionou ele em entrevista coletiva.
Paes tem mantido medidas que impedem o funcionamento apenas de casas de show e boates (que na prática abrem com frequência). Comércios, serviços, restaurantes, bares, shoppings e cinemas já estão permitidos sem restrições de horário há meses, incluindo rodas de samba e música ao vivo.

fonte: Gazetaweb

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